Domingo, 18 de Abril de 2010

LITERATURA UNIVERSAL

DA MEMÓRIA… JOSÉ LANÇA-COELHO

 

MARGUERITE DURAS

 

 

         Nascida em Gia Dinh, na Indochina, a 4 de Abril de 1914, filha de pais franceses, viria a falecer em 3 de Março de 1996.

         Foi para França, em 1932. Escreveu mais de quarenta romances, de início no estilo neo-realista e, mais tarde, de acordo com a matriz do nouveau roman dos anos 50; uma dúzia de obras de teatro, e dirigiu uma vintena de produções cinematográficas.

         Entre os seus romances contam-se: Uma Barragem contra o Pacífico 1950, Le Square 1955, Moderato Cantabile 1958, L’Après-Midi de Monsieur Andesmas 1969, O Amor 1972, e sobretudo, O Amante, que alcançou um êxito mundial com mais de três milhões de exemplares vendidos e traduções para quarenta línguas, que lhe valeria também a conquista do Prémio Goncourt em 1984.

         No que se refere à produção cinematográfica, escreveu o guião de Hiroshima, Meu Amor 1959, e realizou filmes baseados nos seus romances, Índia Song 1974, e, Une Aussi Longue Absence.

         Tal como a sua produção literária, também a cinematográfica, transparece o problema existencial do homem contemporâneo, a náusea e a decadência.

         Dedicando-se também à crónica, deixou os seus registos neste tipo literário na obra Des Journées Entières dans les Arbres 1954.

         O seu último livro chama-se C’est tout 1995, e é definido pela própria autora como um livro para desaparecer, com as seguintes palavras:

« Encontro-me perto da data fatal. Ela é NULA. Por isso a data está inscrita sobre o papel louro. Ela foi inscrita por uma cabeça loura de homem. Uma cabeça de criança. Eu, acredito nisto: creio que isto foi escrito paralelamente a esta cabeça de criança. É o RESTO do escrito. É um sentido do escrito.»

         C’est tout parece um diário, de Novembro a Maio, entre Paris e as casas dos arredores. Porém, também parece uma entrevista, porque Yann Andréa interroga Duras que lhe responde. Mas também não se pode excluir a hipótese de se tratar de um conjunto de mensagens para Yann, um texto em formato de grito.

         Aqui fica, pois, esta pequena invocação da grande escritora e realizadora cinematográfica francesa que, nasceu nos primeiros dias de Abril, há noventa e seis anos.

 

        

 

 

 

publicado por cempalavras às 23:57
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