Quarta-feira, 19 de Maio de 2010

RECENSÕES DE LIVROS

RECENSÃO CRÍTICA DO LIVRO D. AMÉLIA,

 

DE ISABEL STILWELL

 

 

* JOSÉ LANÇA-COELHO

 

         Em D. Amélia, Isabel Stilwell (IS) continua com assinalável êxito o seu passeio pelo romance histórico, iniciado com Filipa de Lencastre, e continuado com Catarina de Bragança.

        

Como nos livros anteriores, também em D. Amélia, a autora socorre-se de vasta bibliografia, documentação fidedigna incluída (cartas e diários) da biografada, inventando aqui e ali uma missiva e/ou uma reflexão que, fundamentam melhor, os pontos de vista sobre determinados assuntos que, sendo próprios da rainha tratada, IS pretende sobrevalorizar.

        

Embora IS tenha dividido a presente obra em três partes, a inicial que vai desde a p.15 à 182, a segunda compreendida entre a p.183 e a 524, e a terceira entre a p.525 e a 542, parece-nos mais coerente à economia do livro que, este, seja dividido em três partes, mas, que a primeira se estenda da p.13 à 142, que marca o final do cap.26 e que é exclusivamente dedicada à adolescência de D. Amélia; a segunda se inicie na p. 143, uma vez que é a partir daí, que IS marca o percurso de Amélia para o casamento com o príncipe D.Carlos, o que a tornará, sucessivamente, duquesa de Bragança e rainha de Portugal, até à p.524. (Nota-se em todo livro, mas, talvez mais nesta segunda parte, um discurso profundamente feminino, mas não feminista, que, escrito por uma mulher, estatui-se como uma marca indelével de feminilidade, como se nota, entre muitos exemplos no  1º § da p.148, quando IS atribui a Amélia, uma reflexão de cariz sexual –

 

“Coisa estranha esta, (…) de não deixarem que um homem e uma mulher fiquem sozinhos, (…) quando se espera que (…) dividam a mesma cama e partilhem os corpos, na mais profunda das intimidades.”);

 

e, a última que, abarca da p.525 até 542, período em que a biografada faz a apologia da Ditadura e de Salazar, se desloca ao nosso país a convite deste (1945) e, também, convencida por este último, deixa todos os bens portugueses ao afilhado Duarte Pio.

        

No final do livro é apresentada uma Dramatis Personae, constituída por uma vasta panóplia de personalidades que, se surgissem em nota de rodapé, no momento em que são referidas, simplificariam a compreensão do leitor.

 

Classificação 10

PRÓS– Cuidada e concisa informação histórica ; CONTRAS– Não tem.

publicado por cempalavras às 22:50
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